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Quero ser músico.
E agora ?


Saiba tudo sobre o dilema que o aspirante a músico enfrenta no início e as particularidades da profissão

(23/12/2018)

Gostar de música é fascinante. Transcende barreiras inimagináveis. Ainda mais quando se mistura com fama e dinheiro. Esse é o grande dilema do profissional que projeta ingressar nessa área, não sabe o que irá encontrar pela frente e o que pretende realmente fazer depois de formado. Cantar e ouvir música são umas das melhores coisas para fazer a qualquer hora do dia. Mas para quem trabalha e quer viver da música, o aperfeiçoamento profissional é obrigatório. Se você, que almeja  assumir essa carreira, acha que tudo é um mar de rosas, se enganou redondamente. Basta um primeiro olhar nas exigências para o ingresso na faculdade para uma grande descoberta. O curso de música em nível acadêmico é o que possui, entre todas as áreas universitárias, a maior exigência de conhecimento prévio ao ingressante.

Antes de achar que estamos jogando um balde de água fria nesse projeto, você sabia que ser músico não é só viver de cantar? Tem uma imensidão de áreas legais que você pode se desenvolver e conseguir atingir a fama também, se esse é seu principal objetivo, claro. Pois acho que pra ingressar nessa carreira devemos ter cuidado ao misturar sua profissionalização com metas de ganhos em termos de ser ídolo ou pop star. Você não precisa ser ídolo e adquirir fama sob os holofotes dos palcos e da TV. Pode perfeitamente ser um profissional respeitado e com isso obter sua recompensa através de funções muito interessantes atrás das chamadas ´´4 linhas``.

Além de cantar, interpretar e ser um artista desenvolvendo sua própria obra, um músico pode se tornar um instrumentista e trabahar de forma contínua em estúdio, sendo um especialista em gravações do seu próprio instrumento. Pode também se aprofundar no ramo de compositor e ser responsável pela criação de uma obra artística ou de uma trilha do mercado publicitário (spot e jingle). Pode também compor peças para dança, cinema ou teatro ou simplesmente se especializar em traduções e adaptações musicais. Acha que acabou ? Não ! A lista é extensa, pois cada função compreende muitas especializações.

Um músico pode ser um maestro ou regente de uma orquestra ou atuar de forma interpretativa para grandes grupos ou corporações. Pode também ser um arranjador. Aquele profissional que é responsável por adaptar uma obra para certos grupos ou para reconstituir, de forma estética, determinada canção. Outra função do músico é a de produtor musical. Muitas vezes pode ser confundido com o arranjador, mas esse tipo de profissional pode lidar com coisas mais burocráticas como trabalhar definindo a programação artística de uma casa de shows ou de um artista. A educação musical é outro ramo desse profissional. Pode-se trabalhar como educador no ramo infantil, do ensino fundamental ou do ensino médio. Além disso pode colocar a mão na massa como pesquisador acadêmico objetivando uma carreira em uma universidade de renome.

Por fim, existem outras funções menos conhecidas, mas que também dão enorme visibilidade à carreira desse profissional. Um músico pode ser o responsável por desenvolver partituras para grupos ou artistas a quem chamamos de copista e ao mesmo tempo ser o designado para responder pelas partituras de determinada orquestra, o famoso arquivista. Além disso, pode trabalhar como luthier que é o profissional especializado na construção e no reparo e regulagem de instrumentos de cordas. Isso sem falar em sua especialização como técnico de som, haja vista que essa função permite se aprofundar como engenheiro de gravação ou engenheiro de som. Ufa, será que acabou ?! Ah, me lembrei de mais uma última função, nova por sinal, que se mistura muito com a psicologia e rende frutos. O músico pode atuar também como musicoterapeuta, um profissional que utiliza a música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) para a reabilitação física, mental e social de indivíduos ou grupos em várias dimensões: comunicação, relacionamento, aprendizado e expressão, entre outros.  Que legal, né ?!

Viu só como ser músico não é só pensar em viver de fama ? É pensar em auto se instruir e buscar ser um profissional multifacetado com identidade própria, focando e se doando. E agora, você, aspirante a músico, depois disso tudo que relatei nessa coluna ainda tem dúvida se deve investir na carreira ou arriscar em uma nova atividade? Eu se fosse você não pensava 2 vezes. Se ama música vai fundo, pisa no acelerador e seja feliz !


Marcus Vinicius Jacobson

Jornalista e diretor do MVHP - Portal de Cifras
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